A disputa pela presidência ganhou um novo capítulo com a divulgação da última pesquisa Datafolha. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Lula (PT), com 46% das intenções de voto contra 45% no cenário de segundo turno. O resultado configura um empate técnico, já que a margem de erro é de dois pontos.
Com os números em mãos, a equipe do senador decidiu recalcular a rota para os próximos meses. O objetivo principal agora é diminuir a rejeição e avançar sobre dois grupos específicos onde o petista ainda mantém vantagem: as mulheres e os eleitores da região Nordeste.
Atualmente, a força de Flávio está concentrada no Sul e Sudeste, além de liderar com folga entre os evangélicos, somando 49% contra 25% de Lula. Já entre os católicos e no Nordeste, a situação se inverte, com o atual presidente chegando a marcar 55% de preferência em algumas áreas da região.
Para tentar 'furar a bolha', os aliados de Flávio Bolsonaro planejam adotar um tom menos agressivo nas redes sociais e nos discursos. A ideia é focar em problemas que atingem diretamente o bolso do trabalhador, como o custo de vida elevado, o preço dos alimentos e o endividamento das famílias brasileiras.
A pesquisa também revelou que o senador tem bom desempenho entre os eleitores de maior renda e na classe média. Entre quem recebe de cinco a dez salários mínimos, Flávio atinge 41%, um grupo considerado fundamental para decidir qualquer eleição nacional.







