Câmara Municipal de Paulo Afonso não votou nesta segunda-feira (13) o projeto de lei enviado pelo prefeito Mário Galinho que prevê reajuste salarial de 7% para servidores públicos municipais. A matéria deve voltar à pauta somente após o feriadão, com expectativa para o dia 22 de abril.
O projeto trata da revisão geral anual dos vencimentos e contempla servidores da administração direta em atividade. Ao todo, cerca de 1.032 servidores seriam beneficiados com o índice aplicado sobre o vencimento básico. O texto ainda prevê que o reajuste tenha efeitos retroativos a 1º de março de 2026.
A prefeitura havia pedido regime de urgência para votação imediata, com dispensa das formalidades regimentais. O pedido, porém, não atingiu os votos necessários: foram 11 favoráveis e cinco contrários, sendo que a aprovação exigia 12 votos — dois terços da Casa.
A oposição justificou o voto contrário pela falta de tempo para análise. Segundo os parlamentares, o projeto só foi protocolado na sexta-feira (10), o que inviabilizaria uma avaliação adequada em tão pouco tempo.
Vereadores da base governista usaram a tribuna para defender a proposta e criticar gestões anteriores. O líder da bancada, Beto Doido, afirmou que os servidores acumulam perdas desde 2017, quando ocorreu o último reajuste, e que alguns chegaram a acumular até nove períodos de férias sem pagamento.
Com a urgência rejeitada, o projeto segue tramitação normal e deverá ser apreciado na próxima sessão ordinária.







