O Governo da Bahia apresenta cautela em relação ao projeto da ferrovia que interligará Salvador e Feira de Santana, apesar de estudos iniciais já realizados. O projeto foi submetido ao ministro dos Transportes, Renan Filho, pelo deputado federal Zé Neto (PT), mas a viabilidade ainda é uma preocupação para a administração estadual.
De acordo com membros da gestão, enquanto o projeto da ferrovia avança, a prioridade é dada a outro empreendimento considerado crucial: a Ponte Salvador-Itaparica. “A ideia é 'consolidar' a ponte primeiro e depois discutir a viabilidade da ferrovia”, afirmou uma liderança envolvida nos debates, que preferiu não se identificar.
Um dos principais obstáculos identificados para a ferrovia é a meta de atender a pelo menos 85 mil passageiros por dia, uma expectativa que gera cautela entre os gestores. O projeto do Trem Intercidades (TIC), que contará com trens de passageiros com velocidade de até 160 km/h e vagões de carga que podem circular a 120 km/h, requer um investimento estimado em R$ 7 bilhões e atualmente está em análise na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A ANTT já publicou o extrato de requerimento da empresa TIC Bahia Ltda., solicitando autorização para a construção e exploração da ferrovia, que terá uma extensão de aproximadamente 98 quilômetros e contará com dez estações, incluindo uma em Águas Claras. A proposta visa reduzir o tempo de deslocamento entre as duas cidades para apenas 35 minutos.
Recentemente, o projeto foi apresentado em uma reunião do Grupo de Trabalho Intersetorial (GTI), que é responsável por avaliar novas infraestruturas logísticas na Bahia. O GTI, criado pelo Decreto n° 23.428 de 2025, reúne representantes de 12 órgãos do Governo do Estado para tratar de soluções que visem integrar o sistema de transporte e atrair investimentos sustentáveis.







