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Fernando de Noronha: energia 100% limpa até 2027

Até 2027, Fernando de Noronha poderá operar com energia 100% limpa, reduzindo o uso de diesel e contribuindo para a sustentabilidade.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
10 de novembro, 2025 · 07:14 1 min de leitura
Nova usina solar entrará em operação integral a partir de 2027 (Imagem: Reuber Duarte/iStock)
Nova usina solar entrará em operação integral a partir de 2027 (Imagem: Reuber Duarte/iStock)

Fernando de Noronha se prepara para se tornar a primeira ilha oceânica da América Latina com geração de energia 100% limpa, com a implementação do projeto Noronha Verde. A usina solar, que tem como objetivo reduzir a dependência do óleo diesel, começará a operar em sua primeira fase em abril de 2026 e na segunda fase em 2027.

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O lançamento do projeto, que acontece durante a COP30 em Belém, no Pará, destaca o compromisso do Brasil com a descarbonização e a segurança energética. "Hoje, o Brasil inicia o processo de desligamento de uma térmica que consome 8,6 milhões de litros de óleo diesel por ano. Isso é uma mudança de paradigma", afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

O projeto inclui a construção de uma usina solar fotovoltaica com um sistema de armazenamento em baterias de 49 MWh, prevendo a instalação de 30 mil painéis solares em uma área de 24,63 hectares. O sistema conectado à usina solar flutuante no reservatório de Xaréu terá uma potência de 622 kWp e gerará cerca de 1.083 MWh anualmente, evitando a emissão de 717 toneladas de CO₂.

A expectativa é que a implementação total do Noronha Verde reduza o consumo anual de óleo diesel em até 8,6 milhões de litros, diminuindo custos associados à Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e contribuindo para uma gestão mais sustentável da energia na ilha.

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Com um investimento estimado em R$ 350 milhões, o projeto é desenvolvido em parceria entre o Ministério de Minas e Energia, o grupo Neoenergia e o governo de Pernambuco. O grupo espanhol Iberdrola, que atua na área de energias limpas, é responsável pelo desenvolvimento da iniciativa, que faz parte de um amplo plano de investimento de mais de 7 bilhões de euros no Brasil nos próximos cinco anos.

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