A defesa de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi pra cima do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira (17), os advogados entraram com um recurso dizendo que a condenação dele por tentativa de golpe se baseou em "provas falsas" da Polícia Federal.
Martins foi condenado em dezembro pela 1ª Turma do STF por, supostamente, ter ajudado a criar um plano de golpe de Estado. Agora, a defesa pede que os ministros revisem a própria decisão, alegando que o documento final tem furos e contradições.
Um dos argumentos mais fortes é o depoimento de um brigadeiro, comandante de uma das Forças. Segundo os advogados, o militar afirmou que nunca viu ou conheceu Filipe Martins. Eles questionam como alguém pode ser "protagonista" de um golpe sem ser notado pelos chefes militares envolvidos.
Além disso, a defesa aponta problemas nos dados de geolocalização usados no inquérito e diz que o STF nem deveria julgar o caso, pois Martins não tem foro privilegiado. Também afirmam que os depoimentos de outras testemunhas são incertos.
Filipe Martins está preso preventivamente desde o início de janeiro de 2026. A ordem de prisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, que considerou que o ex-assessor descumpriu medidas cautelares ao acessar uma rede social, o que a defesa também nega.







