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Política

EUA: mandatos são de 2 anos na Câmara e 6 no Senado

Eleição de meio de mandato renova toda a Câmara e parte do Senado; voto não é obrigatório.

Redação ChicoSabeTudo
04 de novembro, 2026 · 00:30 2 min de leitura
Foto: Reprodução / A Tarde. Autoria original não informada na fonte.
Foto: Reprodução / A Tarde. Autoria original não informada na fonte.

Nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3), os eleitores escolhem toda a Câmara dos Representantes e parte do Senado. A diferença decorre da duração dos mandatos: dois anos para os representantes e seis para os senadores, cuja renovação é escalonada.

A votação ocorre dois anos após a eleição presidencial. Na disputa de 2026, estão em jogo as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 vagas do Senado e 36 governos estaduais, segundo o jornal A Tarde. Aproximadamente um terço do Senado é submetido às urnas em cada ciclo eleitoral.

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Para a Câmara, cada distrito eleitoral escolhe seu próprio representante. O comparecimento às urnas não é obrigatório. Os mandatos de governador, por sua vez, duram quatro anos na maioria dos estados e dois anos em New Hampshire e Vermont, explicou ao A Tarde o professor de Relações Internacionais Neuton Silva Neto, mestre pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).

O ChicoSabeTudo já havia abordado os possíveis efeitos da eleição sobre o governo Donald Trump e as relações entre Brasil e Estados Unidos. Na avaliação de Silva Neto, uma eventual maioria democrata na Comissão de Relações Exteriores do Senado poderia aumentar a pressão sobre o Departamento de Estado por redução de tarifas, revisão do Escudo das Américas e reaproximação com o Brasil.

O professor ressalta um cenário possível, não uma decisão tomada: a pressão do Legislativo não significaria mudança automática na política externa. O Senado participa da aprovação de tratados e da análise de indicações de embaixadores.

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Silva Neto também afirmou ao A Tarde que a presença de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos gerou questionamentos entre eleitores democratas e republicanos sobre a política migratória americana. Segundo ele, uma eventual perda da maioria republicana não determinaria a extradição dos irmãos Bolsonaro, embora pudesse levar a pressão política e investigações sobre a atuação de agentes do governo na saída de Flávio.

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