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Política

EUA de olho no Brasil: Proposta quer garantir minerais estratégicos e combater preços da China

Acordo oferecido ao governo brasileiro prevê investimentos em refino, tecnologia e criação de preços mínimos para proteger o mercado de práticas desleais.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
09 de abril, 2026 · 21:44 1 min de leitura

O governo dos Estados Unidos apresentou uma proposta oficial ao Brasil para fechar um cerco estratégico no setor de minerais críticos. O plano americano foca em garantir o fornecimento de insumos essenciais para tecnologia e defesa, tentando diminuir a atual dependência global que o mundo tem da China.

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Um dos pontos centrais do documento é a criação de mecanismos de preços mínimos. A ideia é proteger as mineradoras de práticas de mercado desleais, como o dumping, garantindo que os investimentos de longo prazo no Brasil não sejam prejudicados por quedas artificiais nos valores internacionais.

A proposta também abre as portas para que empresas brasileiras recebam apoio financeiro direto, empréstimos e seguros para projetos de mineração. O objetivo é que o Brasil não apenas extraia a terra, mas também passe a refinar e processar esses minerais em solo nacional, agregando valor ao produto local.

Apesar das promessas de transferência de tecnologia, o texto gerou debate interno no governo brasileiro. Um trecho específico diz que os americanos esperam ter a "primeira oportunidade de investir" em projetos prioritários, o que foi lido por alguns setores como uma tentativa de exclusividade, embora os EUA neguem essa intenção.

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Diferente de um acordo parecido feito com a Austrália, a proposta para o Brasil não cita um valor fixo de investimento, como o bilhão de dólares prometido aos australianos. Isso fez com que parte dos negociadores brasileiros considerasse o documento genérico em alguns pontos financeiros.

Se aceito, o acordo deve exigir que o Brasil acelere e simplifique os processos de licenciamento ambiental e regulatório para projetos considerados estratégicos. A negociação segue em análise pelas autoridades brasileiras antes de uma resposta definitiva aos Estados Unidos.

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