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Política

Estados Unidos move maior porta-aviões para pressionar Irã

EUA enviam o maior porta-aviões, USS Gerald R. Ford, ao Oriente Médio para pressionar o Irã por um novo acordo de armas. A tensão preocupa a região.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
13 de fevereiro, 2026 · 15:24 2 min de leitura
(Imagem: Aerial-motion/Shutterstock)
(Imagem: Aerial-motion/Shutterstock)

Os Estados Unidos estão movimentando seu maior navio de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, para o Oriente Médio. A embarcação, que antes estava no Mar do Caribe, recebeu a ordem de seguir para a região para se juntar a outro porta-aviões que já opera no Golfo Pérsico. O objetivo é claro: reforçar a presença militar americana e intensificar a pressão sobre o Irã.

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Essa estratégia, revelada pelo jornal The New York Times, faz parte de um plano do presidente Donald Trump para forçar o governo iraniano a negociar novas regras para seus programas de armas e mísseis. Com dois grupos de navios de guerra operando juntos, os Estados Unidos querem mostrar sua força e sinalizar que esperam resultados rápidos nas conversas diplomáticas.

O Poder de Fogo do USS Gerald R. Ford

O USS Gerald R. Ford é o navio mais moderno da Marinha americana e uma impressionante base aérea flutuante movida a energia nuclear. Ele pode carregar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros, e utiliza um sistema de lançamento avançado para suas operações aéreas. O porta-aviões não viaja sozinho; ele é sempre acompanhado por um grupo de navios menores, equipados com radares e mísseis para proteção contra ataques aéreos ou submarinos.

Tensão Crescente e Riscos para o Cenário Global

A demonstração de poder acontece em um momento crucial. Trump deu um prazo de um mês para que o Irã aceite um novo acordo, alertando que haverá "consequências graves" se as negociações não avançarem nesse período. Apesar de conversas diplomáticas estarem em andamento por meio de mediadores, a chegada deste segundo grande navio reforça que a opção militar ainda é considerada pelo governo dos EUA.

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A região já enfrenta um cenário de instabilidade, intensificado por confrontos diretos entre Israel e Irã, ocorridos em 2025. Naquela época, ataques aéreos atingiram as defesas iranianas, mas o país ainda mantém muitos mísseis e um exército robusto, com aproximadamente 800 mil homens. A presença dos navios americanos também serve para monitorar grupos aliados do Irã, como o Hezbollah, que foram enfraquecidos em conflitos recentes.

Um dos maiores riscos dessa tensão é o fechamento do Estreito de Ormuz. Esse canal estratégico é por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O Irã já ameaçou bloquear essa passagem caso seja atacado, o que causaria um impacto imediato na economia global e no preço dos combustíveis. Além disso, países vizinhos temem que o aumento da presença militar americana na região possa acabar provocando uma guerra de grandes proporções.

Impacto na Rotina dos Marinheiros

A nova missão tem um custo pessoal para quem está a bordo. Por causa dessa ordem, os marinheiros que servem no USS Gerald R. Ford terão que esperar mais tempo para voltar para casa. A previsão de retorno aos Estados Unidos, que antes era para março, agora foi adiada para maio. Isso também atrasa reformas importantes que o navio passaria em um estaleiro na Virgínia.

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