O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nesta sexta-feira (22) sobre a agressão contra uma operadora de caixa de supermercado em Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste baiano. A fala ocorreu durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.
Lula contou que ficou sabendo do caso pela primeira-dama Janja, que lhe mostrou o vídeo no celular. Segundo o presidente, o agressor deu um tapa no rosto da funcionária e ainda a chamou de "negra petista". Indignado, Lula disse ter passado a mensagem ao governador Jerônimo Rodrigues ainda no avião, pedindo atenção ao fato.
"Porque não é possível que um cidadão desse, em pleno século 21, em 2026, ele ainda não saiba que acabou a escravidão", declarou o presidente.
A agressão aconteceu na noite de terça-feira (19), no Hiper Santo Antônio Universitário, no bairro Mimoso 2. A vítima, de 22 anos, passava as compras no caixa quando o cliente — um homem de 57 anos — segurou o seu queixo. Ela reagiu com um tapa no braço do agressor e levou um tapa no rosto em seguida. Tudo foi flagrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento.
Segundo o gerente do supermercado, Fabrício Batista de Araújo Gomes, o homem alegou que a funcionária "estava passando as mercadorias de forma rápida, danificando frutas e verduras". Após a agressão, colegas retiraram a vítima do caixa e a levaram ao escritório. O suspeito deixou o local sem ser abordado.
Um boletim de ocorrência foi registrado pela vítima e pelo gerente. A Polícia Civil investiga o caso pela Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães como "vias de fato". Ninguém foi preso.
O agressor teria se apresentado como pastor, mas a Associação de Ministros Evangélicos de Luís Eduardo Magalhães informou que ele nunca integrou o quadro de membros. A Primeira Igreja Batista também esclareceu que o homem é apenas frequentador, sem nenhum vínculo pastoral. O G1 apurou que o suspeito tem 57 anos, é vendedor e foi candidato a vereador em 2020 pelo Podemos, ficando como suplente.
O supermercado, em nota, afirmou que presta assistência à funcionária, disponibilizou as imagens para a polícia e reforçou que "não tolera qualquer forma de violência contra colaboradores, parceiros ou clientes".







