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Política

Eduardo Leite lança pré-candidatura à Presidência: "Não é eleição comum"

Eduardo Leite (PSD) lança pré-candidatura à Presidência, defendendo um novo ciclo para o Brasil, responsabilidade fiscal e reequilíbrio entre Poderes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
06 de março, 2026 · 19:07 3 min de leitura
Foto: Mauricio Tonetto / Secom-RS
Foto: Mauricio Tonetto / Secom-RS

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), deu um passo importante nesta sexta-feira (6) ao anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República. Em um documento chamado "manifesto ao Brasil", o político apontou que o país está com um "problema de direção" e precisa, urgentemente, de um novo rumo. O anúncio destaca a visão de Leite sobre a atual conjuntura nacional, defendendo mudanças profundas na gestão pública.

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Durante sua fala, Leite não poupou palavras ao destacar a seriedade do momento político, enfatizando a necessidade de uma escolha clara para o futuro do país.

"Não estamos diante de uma eleição comum. Estamos diante da escolha entre continuar administrando polarizações ou inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento."

A frase, que foi divulgada em suas redes sociais, resume o tom de sua proposta de campanha, focada em deixar de lado as divisões e buscar um caminho de progresso.

Reequilíbrio entre Poderes e Responsabilidade Fiscal

Um dos pontos centrais da fala do governador é a necessidade urgente de reequilibrar a relação entre os Poderes da União e de ter mais responsabilidade com as contas públicas. Ele defendeu que o Brasil precisa encarar de frente os "privilégios do setor público" e resolver as "anomalias no funcionamento do estado brasileiro" que tanto prejudicam a eficiência e a confiança da população.

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Leite mencionou casos conhecidos que ilustram esses problemas, como a Operação Lava Jato, o episódio do Banco Master, a "farra das emendas" parlamentares e os "penduricalhos" que elevam salários muito além do teto permitido, causando indignação e desconfiança. Para ele, a responsabilidade fiscal não é apenas um detalhe técnico, mas uma "agenda de país" que deve ser prioridade máxima.

O governador também propôs a criação de um "pacto pela governabilidade democrática", deixando claro que "sem coordenação entre os Poderes, não há reforma estrutural". É um chamado aberto ao diálogo, à transparência e à colaboração para construir um futuro diferente e mais estável para o Brasil.

Visão para o Futuro: Diálogo e Crescimento

Eduardo Leite detalhou sua visão para o funcionamento do Estado, buscando uma nova lógica que priorize resultados:

"Precisamos reequilibrar as funções dos 3 Poderes. Com diálogo, transparência e visão de país. Não faz sentido esperarmos resultados diferentes se nosso padrão não muda. Precisamos de um a nova lógica de funcionamento institucional e político que combinem responsabilidade fiscal, metas claras, avaliações constantes de desempenho e foco consistente em educação, segurança, saúde e crescimento econômico com proteção social para famílias brasileiras."

Para aumentar a produtividade no Brasil, o governador falou em desburocratizar processos, ou seja, simplificar a máquina pública para que as coisas funcionem melhor. Ele também defendeu mais parcerias na área de infraestrutura, para melhorar estradas, portos e aeroportos, e a criação de uma estratégia nacional que coloque a educação básica no centro das atenções, entendendo que o futuro do país passa pela formação de seus cidadãos.

PSD e a Disputa Interna

Eduardo Leite não é o único nome cogitado pelo PSD para a disputa presidencial. O partido tem outros dois governadores fortes na linha de frente: Ronaldo Caiado, de Goiás, e Ratinho Jr., do Paraná. Essa disputa interna é vista como um sinal da força da legenda no cenário político nacional.

Em janeiro, os três governadores se juntaram e fizeram um compromisso público: quem for o escolhido pelo partido para concorrer à Presidência terá o apoio irrestrito dos outros dois. Ronaldo Caiado, inclusive, anunciou sua saída do União Brasil para se filiar ao PSD, fortalecendo ainda mais essa aliança e a estratégia do partido para as próximas eleições.

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