O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pode estar perto de perder seu cargo na Câmara. A afirmação veio do próprio presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta terça-feira (9). Segundo Motta, o parlamentar já faltou demais e ultrapassou o limite estabelecido pela Constituição para continuar no posto.
Mais de 70% de Faltas: Entenda a Situação
A regra é clara: um deputado ou senador pode perder o mandato se não aparecer em um terço (ou seja, cerca de 33%) das sessões de votação durante o ano. No caso de Eduardo Bolsonaro, os números, que podem ser vistos no site oficial da Câmara, são bem mais altos. Das 71 sessões que aconteceram em 2025, ele faltou a 56 delas. Isso dá impressionantes 79% de ausência.
"Eduardo já ultrapassou esse limite [de faltas]. A Constituição é muito clara sobre isso e precisamos seguir as regras", disse Hugo Motta.
A situação é delicada, pois a perda do mandato significa que o deputado deixa de ser parlamentar e outra pessoa assume em seu lugar, geralmente o próximo da lista de suplentes do partido.
Em Meio a Investigações, Deputado Está nos EUA
A ausência de Eduardo Bolsonaro não é por acaso. Desde fevereiro deste ano, ele está nos Estados Unidos. A viagem aconteceu justamente no período em que investigações importantes avançam no Brasil, envolvendo não só ele, mas também seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e outros aliados próximos.
Ao sair do país, o deputado afirmou que estava sendo perseguido pela Justiça brasileira. Ele direcionou suas críticas, em especial, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o responsável por julgar os processos relacionados a uma suposta tentativa de golpe de estado. Eduardo Bolsonaro não apresentou provas de sua alegação de perseguição, mas a ligação entre sua saída e as investigações levanta questionamentos.
A decisão sobre a cassação do mandato, caso o processo avance, será analisada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, com base nas regras regimentais e constitucionais. O futuro político de Eduardo Bolsonaro agora depende dos próximos passos da Casa.







