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Eduardo Bolsonaro afirma que redução de tarifas dos EUA não é mérito do Brasil

Eduardo Bolsonaro afirma que a redução de tarifas dos EUA se baseia em interesses internos e não na diplomacia do Brasil.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
21 de novembro, 2025 · 10:35 1 min de leitura
Foto: Lula Marques / Agência Brasil
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta quinta-feira (20) que a redução parcial das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não é resultado da diplomacia do governo Lula. Em uma postagem na rede social X, o parlamentar argumentou que a medida foi motivada por interesses internos da administração Donald Trump, especialmente a necessidade de controle da inflação nos EUA.

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De acordo com Eduardo Bolsonaro, essa ação visa aliviar setores norte-americanos que dependem de insumos importados, permitindo que Trump apresente resultados imediatos à população, especialmente em um ano eleitoral. O deputado enfatizou:

“É preciso ser claro: a diplomacia brasileira não teve qualquer mérito na retirada parcial dessas tarifas de hoje,”
disse.

O parlamentar também responsabilizou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pelo aumento anterior das tarifas que chegaram a 50% em certos produtos. Ele referiu-se a essa taxa adicional como “tarifa-Moraes”, vinculando-a à “crise institucional causada” pelo magistrado. Ele afirma:

“A tarifa-Moraes de 50% sobre a maioria dos produtos brasileiros é consequência direta da crise institucional causada pelo ministro Alexandre de Moraes, cujos abusos já preocupam o mundo e afetam a confiança internacional no Brasil.”

A flexibilização anunciada nesta quinta-feira retira tarifas que ainda eram aplicadas a diversos produtos brasileiros, embora setores importantes, como máquinas e implementos agrícolas, continuem com a taxa adicional de 40%. Entre os itens que não estão mais sujeitos a tarifas elevadas estão carne bovina, tomates, castanhas, frutas e produtos do setor aeronáutico.

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A disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos permanece em negociação, com ambos os governos buscando um acordo mais amplo sobre tarifas e comércio bilateral.

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