A conta do governo federal não para de crescer. Segundo o Tesouro Nacional, a dívida pública do Brasil deu um salto de 2,31% no mês de fevereiro, atingindo a marca histórica de R$ 8,84 trilhões. O aumento reflete o peso dos compromissos financeiros do país.
O principal culpado por esse crescimento foi o pagamento de juros. Só nesse período, a chamada apropriação de juros somou R$ 73,87 bilhões, elevando o estoque total da dívida em comparação ao mês de janeiro.
Apesar do valor bilionário, o governo afirma que os números estão dentro do esperado. O estoque atual segue o que foi planejado no Plano Anual de Financiamento para 2026, que prevê que a dívida termine o ano entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
Outro dado que acende o alerta é o tempo que o governo tem para pagar o que deve. O prazo médio para refinanciar essa dívida caiu levemente, passando de 4,03 anos para exatos 4 anos em fevereiro.
O relatório mensal detalha como o Brasil se financia e como as taxas de mercado impactam diretamente no bolso da União. O acompanhamento é feito de perto para garantir que o país consiga honrar seus compromissos sem estourar o limite previsto em lei.







