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Política

Deputado ex-delegado alerta: facções usam câmeras clandestinas para espionar operações policiais em Maceió

Equipamentos de vigilância foram retirados por policiais civis no bairro Tabuleiro do Martins; parlamentar cobra inteligência permanente contra o crime organizado em Alagoas

Redação ChicoSabeTudo
24 de junho, 2026 · 12:55 2 min de leitura
Policiais civis retiram câmera clandestina instalada por facção em área urbana
Policiais civis retiram câmera clandestina instalada por facção em área urbana

O deputado federal Delegado Fabio Costa (PP-AL) foi às redes sociais alertar para uma prática que, segundo ele, representa um salto qualitativo do crime organizado em Alagoas: facções criminosas estariam instalando câmeras em áreas sob seu controle para monitorar a movimentação de forças de segurança, antecipar operações e reforçar o domínio sobre territórios.

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A denúncia do parlamentar foi motivada pela divulgação de imagens que mostram policiais civis retirando equipamentos de monitoramento no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió. Segundo informações divulgadas pelo portal Cada Minuto, os dispositivos teriam sido instalados pelos próprios integrantes das facções para funcionar como sistema de alerta precoce contra abordagens policiais.

Para Fabio Costa, a situação vai além de crimes convencionais. Na avaliação do deputado, quando grupos criminosos passam a controlar câmeras em ruas e bairros inteiros, identificando a chegada da polícia e gerenciando o fluxo de informações sobre determinadas áreas, o Estado perde espaço para estruturas paralelas que operam à margem da lei. "As facções estão aumentando sua influência nos territórios e agindo como se fossem donas desses espaços", afirmou o parlamentar.

O perfil do deputado reforça o peso da denúncia: antes de se eleger vereador mais votado de Maceió em 2020 e depois deputado federal em 2022, Fabio Costa atuou como delegado da Polícia Civil de Alagoas, coordenando unidades como a Delegacia de Homicídios e a Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic). No Congresso, integra a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

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O fenômeno denunciado em Maceió não é isolado. De Norte a Sul do Brasil, forças de segurança têm encontrado redes clandestinas de videomonitoramento instaladas por facções em postes e pontos estratégicos de comunidades. Na Paraíba, a Polícia Civil desativou recentemente uma estrutura com 69 câmeras espalhadas por nove municípios durante a chamada Operação Ponto Cego, prendendo um suspeito de operar o sistema. No Paraná, câmeras foram identificadas até mesmo monitorando embarcações de fiscalização no rio Paraná, na fronteira com o Paraguai.

O uso da tecnologia como ferramenta de controle territorial pelo crime organizado é uma tendência crescente no país. Especialistas apontam que o barateamento dos equipamentos de vigilância tornou mais fácil para grupos criminosos montar estruturas sofisticadas de monitoramento, transformando ruas inteiras em corredores vigiados pelo tráfico e por milícias.

Diante do quadro, o deputado Fabio Costa defendeu a adoção de ações permanentes de inteligência, investigação e repressão para impedir o avanço do crime organizado em Alagoas. O parlamentar também pediu que o Estado retome presença efetiva nos territórios dominados, devolvendo segurança às famílias alagoanas.

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