Uma cena polêmica marcou a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta quarta-feira (18). A deputada Fabiana Bolsonaro (PL) pintou o próprio rosto de preto em pleno plenário durante um discurso.
Segundo a parlamentar, o ato era um “experimento social” para criticar a identidade de mulheres transexuais. A atitude, conhecida como “blackface”, é considerada uma prática racista e gerou reação imediata de outros políticos e nas redes sociais.
Enquanto se maquiava na tribuna, ela questionou se aquilo a tornaria uma pessoa negra. “Eu, me pintando de negra, sinto na pele a dor que uma pessoa negra sentiu pelo racismo? Por não conseguir um trabalho, um emprego?”, perguntou.
A deputada usou a encenação para fazer uma comparação. Ela argumentou que, assim como ela não se torna negra com maquiagem, mulheres trans não seriam mulheres de fato, pois não teriam vivenciado experiências como parto ou endometriose.
A fala também mirou a deputada federal Érika Hilton, uma mulher trans que preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, em Brasília.
O “blackface” remete a antigas práticas teatrais onde atores brancos pintavam o rosto para ridicularizar e criar estereótipos sobre a população negra. Por isso, o ato é visto como uma ofensa grave.







