A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele não fez uso do celular do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante uma visita na semana passada, mesmo após ser flagrado com o aparelho em mãos. A manifestação ocorreu nesta quinta-feira (27).
Segundo os advogados, Bolsonaro cumpriu todas as exigências da prisão domiciliar impostas pelo STF, incluindo a proibição do uso de celulares. A defesa alega que não houve nenhum tipo de contato com o dispositivo do deputado, que foi abordado em imagens veiculadas pelo Jornal Nacional da TV Globo.
Na quarta-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal referente às medidas cautelares contra Bolsonaro, havia dado um prazo de 24 horas para a defesa esclarecer o incidente. Em resposta, Nikolas Ferreira mencionou que o celular estava em sua posse para uso pessoal e que não foram feitas comunicações externas com o aparelho, além de afirmar que não recebeu orientações sobre a proibição.
A defesa de Bolsonaro reafirmou que o ex-presidente sempre respeitou rigorosamente as imposições do STF, enfatizando que não utilizou qualquer telefone celular durante todo o período de sua prisão domiciliar. A situação levanta questões sobre o cumprimento das medidas cautelares e a relação dos citados com as normas estabelecidas pelo tribunal.
O caso continuará a ser monitorado pelo STF, que pode definir próximos passos em relação a outras possíveis infrações às condições da prisão.







