A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, nesta quinta-feira (4), a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O resultado da votação foi de 19 votos contra e 12 a favor da convocação.
A proposta que visava a convocação de Lulinha foi motivada por indícios encontrados pela Polícia Federal. De acordo com relatos, ele teria mantido laços próximos e até uma parceria empresarial com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Informações divulgadas pelo site Poder360 indicam que Lulinha teria recebido R$ 25 milhões do Careca do INSS, além de pagamentos mensais na ordem de R$ 300 mil.
Outros detalhes sobre a relação entre Lulinha e Careca do INSS, como viagens conjuntas a Portugal, foram mencionados em depoimentos prestados durante a investigação. As revelações, consideradas graves, foram feitas por Edson Claro, ex-funcionário do Careca, que alega ter sofrido ameaças relacionadas a sua colaboração com a justiça.
De acordo com o Poder360, Claro depôs em 29 de outubro de 2025 e apresentou informações que não eram conhecidas anteriormente. Embora tenha feito essas alegações sérias, ainda não foram coletadas provas concretas que confirmem suas declarações. O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, negou as acusações, taxando-as de "absolutamente pirotécnicas e improváveis".
As investigações, que se encontram em andamento, seguirão a apuração de indícios e possíveis relações financeiras entre os envolvidos, enquanto a CPMI considera sua situação e as novas informações que emergem do caso.







