A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS decidiu, nesta quinta-feira (4), não convocar Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido de convocação foi rejeitado com um placar de 19 votos a 12, evidenciando uma divisão na comissão composta por 32 membros.
No contexto da votação, o senador Jaques Wagner (PT), representante da Bahia, posicionou-se contra a convocação. Como líder do governo no Senado, Wagner argumentou que a medida tinha um viés político, desconsiderando a abordagem técnica, uma vez que Lulinha não enfrenta investigações formais e não é alvo das apurações da CPI.
A rejeição do pedido ocorreu após um debate acalorado, no qual diversos membros da oposição defenderam a necessidade da convocação de Lulinha para esclarecer questões relacionadas aos negócios da família do presidente. Contudo, a base aliada sustentou que a presença do filho de Lula na CPI não traria informações relevantes para os trabalhos em andamento.
Atualmente, a CPI do INSS continua a investigar irregularidades nas concessões de benefícios, com foco na transparência e eficiência dos serviços prestados. O andamento das investigações segue sem a instância do filho do presidente, que foi sugerido como um possível interessado na discussão acerca de temas empresariais e influências políticas.
Com a votação, a CPI mantém sua agenda e seus próximos passos em busca de aprofundar nas irregularidades identificadas até o momento, sem que novas convocações ao círculo familiar do presidente sejam feitas.







