A credibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o nível mais baixo já registrado. Pela primeira vez desde 2022, mais da metade da população brasileira declarou que não confia na atuação dos ministros da Corte, conforme revelou um levantamento recente da Genial/Quaest.
Os números mostram que a desconfiança chegou a 53% em abril deste ano. Enquanto isso, apenas 41% dos entrevistados afirmaram ainda confiar no trabalho do tribunal. O restante dos participantes não soube ou preferiu não responder ao questionamento.
O cenário atual é o oposto do que se via no início da série histórica, quando o STF contava com 56% de avaliação positiva. A queda livre na reputação dos magistrados ganhou força entre agosto de 2025 e março de 2026, período que coincide com o escândalo envolvendo o Banco Master.
A rejeição aos ministros é ainda mais forte em regiões específicas do país. No Sul, o índice de desconfiança bateu os 62%, seguido pelo Sudeste, com 59%. Os dados indicam que a insatisfação com a Corte cresce conforme a localização geográfica dos entrevistados.
A renda também influencia na visão sobre o Supremo. Entre as famílias que ganham mais de cinco salários mínimos, 60% não acreditam na instituição. Já entre os que recebem até dois salários, o cenário é de empate técnico, com 47% de desconfiados contra 45% que confiam.
Especialistas apontam que o envolvimento de nomes do Judiciário em polêmicas com o setor financeiro acelerou o desgaste da imagem pública do tribunal, que agora enfrenta o desafio de recuperar a moral perante o cidadão comum.







