A proposta que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1 ganha um novo capítulo nesta quarta-feira (22). O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, deve anunciar a criação da comissão especial para analisar o mérito da PEC, logo após a votação de admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A expectativa é que o relator escolhido seja um parlamentar do centrão com perfil moderado. Segundo aliados, o nome deve ser alguém favorável à proposta, buscando um equilíbrio para que o texto avance sem grandes resistências dentro da Casa.
O Governo Federal tentou emplacar um aliado na relatoria, mas Hugo Motta sinalizou que prefere manter o controle da indicação com o centrão. Como a autoria da PEC já pertence a um parlamentar da base governista, o presidente da Câmara busca distribuir o protagonismo político.
A discussão agora entra em uma fase decisiva. No relatório que será analisado, já existem sugestões para que a mudança não seja imediata, propondo um período de transição para que as empresas se adaptem ao novo modelo de trabalho.
Outro ponto que deve gerar debate intenso na comissão especial é a compensação financeira para o setor produtivo. Parlamentares sugerem que, ao reduzir a carga horária dos funcionários, o governo ofereça algum tipo de abatimento de impostos para os patrões.
Enquanto o Planalto e os setores da economia se movimentam nos bastidores, o trabalhador aguarda o desfecho da proposta. A comissão especial será o palco onde os deputados decidirão se a redução da jornada será aplicada de forma igual para todos ou se haverá regras diferentes por setor.







