A Câmara Municipal de Salvador promoveu, na segunda-feira (1º), uma nova edição do Projeto Câmara Itinerante, realizada na Paróquia de Sant'Ana, localizada no Rio Vermelho. A iniciativa permitiu que moradores do Rio Vermelho e do Complexo do Nordeste de Amaralina apresentassem suas demandas diretamente aos vereadores da capital baiana.
Estiveram presentes na sessão o presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz (PSDB), e a coordenadora do projeto, Aladilce Souza (PCdoB). Muniz destacou a importância do projeto para dar visibilidade aos problemas enfrentados pelas comunidades, afirmando:
“Hoje o Projeto Câmara Itinerante dá voz às reivindicações dos moradores do Rio Vermelho e do Complexo do Nordeste de Amaralina. Assim temos conhecimento dos problemas das comunidades da nossa cidade.”
A vereadora Aladilce Souza também ressaltou a relevância dessas interações, afirmando que esse diálogo é essencial para que os vereadores possam entender as necessidades da população, como destacou:
“Nós, vereadores, somos os representantes do povo. Portanto, neste debate com a população, temos conhecimento das reivindicações das áreas onde estão sendo realizadas as edições do Projeto Câmara Itinerante.”
Dentre as reivindicações apresentadas, a representante da Associação Ampara Mulher, Isabela Conde, mencionou a alta incidência de violência policial no Nordeste de Amaralina, além de relatar dificuldades de mães que não conseguem trabalhar devido à falta de vagas nas creches para crianças com necessidades especiais.
Outro ponto abordado foi a resistência de moradores da Praia do Buracão, representados por Miguel Sehbe, da Associação SOS Buracão, em relação à construção de dois edifícios na região. Eles alegam que as obras causariam sombreamento na praia e conseguiram uma liminar judicial que suspende o alvará de construção.
Além dessas associações, diversas outras participaram do evento e apresentaram suas reivindicações, como a Associação de Blocos Circuito Mestre Bimba, o Projeto Filhos da Terra, e o Coletivo Voz do Axé, entre outros, reforçando a importância do diálogo entre a Câmara e a comunidade.







