O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta sexta-feira (10) que a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto "está afundando". A declaração foi feita em publicação na rede social X, depois que a federação formada por PP e União Brasil sinalizou recuo no apoio ao senador na disputa de outubro.
"O barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!", escreveu Caiado, ao compartilhar uma reportagem sobre a decisão da federação. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o grupo PP-União Brasil deve adotar neutralidade na corrida presidencial e liberar os diretórios estaduais para negociar alianças conforme os interesses de cada estado.
O recuo, de acordo com esse noticiário, ganhou força após desgastes na relação entre Flávio e dirigentes das duas legendas. Entre os pontos de atrito estariam a insatisfação de Ciro Nogueira (PP) com a falta de apoio público do senador durante uma investigação envolvendo o Banco Master e o desconforto do União Brasil após a prisão de um aliado no Rio de Janeiro.
Caiado vem endurecendo o discurso contra o adversário nos últimos dias. Em outra publicação, o pré-candidato criticou tanto o senador quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao tratar do tarifaço estudado pelos Estados Unidos. "Quando o assunto é tarifaço, Lula não faz nada porque quer se beneficiar com a briga e Flávio Bolsonaro só pensa na própria eleição. Os interesses do Brasil não podem ficar em segundo plano!", afirmou.
Na quinta-feira (9), o ex-governador classificou a disputa entre Flávio e Lula como uma "candidatura dos rejeitados", em referência aos índices de rejeição dos dois nomes, e questionou se a eleição se resumiria a um "jogo de revanche". Um dia antes, após um evento com presidenciáveis, ele havia dito que votar no senador equivaleria a reeleger Lula.
Aliados de Flávio Bolsonaro, por outro lado, avaliam que ainda há caminho para o senador crescer e atrair votos contra o petista. Médico de formação, Caiado teve atritos com o bolsonarismo durante a pandemia da Covid-19, ao defender o isolamento social, mas apoiou a reeleição de Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, contra Lula. Agora, os dois disputam o mesmo eleitorado de direita para outubro.







