O prefeito de Salvador, Bruno Reis, reforçou nesta segunda-feira (16) o apelo para que as blitzes da Lei Seca aconteçam depois dos eventos do Carnaval. A preocupação do gestor é que as operações realizadas antes ou durante o início das festas atrapalhem o fluxo de foliões e o movimento da cidade, que se prepara para receber milhares de pessoas. Ele direcionou o pedido ao secretário de Segurança Pública (SSP), Marcelo Werner.
Bruno Reis fez questão de destacar que as blitzes são muito importantes para a segurança no trânsito e para evitar que as pessoas bebam e dirijam. No entanto, ele argumenta que, no período do Carnaval, o momento ideal para essas fiscalizações seria após o fim das festas, quando os foliões estão voltando para casa.
Blitzes em horários de pico causaram transtornos
O prefeito deu exemplos de operações que, segundo ele, aconteceram em horários que causaram problemas. Na última quinta-feira, uma blitz foi feita na região da Vasco da Gama. Já na sexta, a operação ocorreu no Vale do Canela. Ambas foram por volta das 16h, um horário de pico que, de acordo com Bruno Reis, deixa o trânsito ainda pior na cidade e dificulta muito a chegada das pessoas aos circuitos da festa.
"As blitzes são cruciais para a segurança, mas precisam ser estratégicas no período do Carnaval. Realizar essas operações no meio da tarde, quando a cidade está se movimentando para a festa, gera um congestionamento desnecessário e atrapalha quem está indo se divertir ou trabalhar", afirmou o prefeito.
Questionado sobre uma possível blitz no bairro do Rio Vermelho, Bruno Reis disse não ter detalhes sobre a ação. Mesmo assim, aproveitou para insistir que as fiscalizações deveriam ser feitas depois que a folia acabar. Para ele, só assim as blitzes conseguirão cumprir seu objetivo principal de forma mais eficaz: evitar acidentes e pegar os motoristas que estão dirigindo embriagados, sem prejudicar a chegada dos foliões aos blocos e camarotes.
A gestão municipal entende que o Carnaval é um momento de grande movimentação econômica e social para Salvador, na Bahia, e que a logística das operações de segurança deve levar em conta essa particularidade, buscando sempre o equilíbrio entre fiscalização e fluidez do trânsito.







