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"Atitude repugnante": Jerônimo repudia agressão a caixa de supermercado na Bahia

Governador determinou apoio à vítima e acompanha investigações da Polícia Civil sobre o caso

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
23 de maio, 2026 · 12:10 2 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
Imagem: Portal ChicoSabeTudo

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se pronunciou neste sábado (23) sobre a agressão sofrida por uma operadora de caixa de 22 anos no Hiper Santo Antônio Universitário, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. O caso aconteceu na terça-feira (19) e as imagens das câmeras de segurança viralizaram nas redes sociais, causando indignação em todo o país.

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Nas imagens, o cliente — identificado como um homem de 57 anos — segura o queixo da funcionária enquanto ela empacotava suas compras. Ela reage com um tapa no braço do agressor e, em seguida, recebe um tapa no rosto. Segundo o gerente do supermercado, Fabrício Batista de Araujo Gomes, o homem alegou que a funcionária estava "passando as mercadorias de forma rápida, danificando frutas e verduras".

Em publicação nas redes sociais, Jerônimo chamou o episódio de "atitude repugnante" e afirmou que o ataque "merece uma firme resposta da Justiça". O governador disse ainda que determinou que as estruturas de Estado acompanhem o caso e prestem apoio à vítima, além de sinalizar contato com o Ministério Público. "Não vamos admitir que atitudes como essa atinjam a dignidade das trabalhadoras e trabalhadores do nosso estado", declarou.

O caso também repercutiu em Brasília. O presidente Lula comentou o episódio em entrevista à TV Brasil nesta sexta-feira (22), após ser alertado pela primeira-dama Janja. Segundo relatos, o agressor chamou a funcionária de "negra petista" no momento da agressão — o que aumentou a revolta nas redes sociais.

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Após o incidente, a vítima foi retirada do caixa por colegas e levada ao escritório do supermercado. O boletim de ocorrência foi registrado no mesmo dia. O suspeito teria se apresentado como pastor, mas a Associação de Ministros Evangélicos de Luís Eduardo Magalhães e a Primeira Igreja Batista negaram qualquer vínculo pastoral com o homem. A Polícia Civil investiga o caso como vias de fato pela Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães. Até o momento, ninguém foi preso.

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