O clima esquentou nos bastidores da oposição baiana. O senador Angelo Coronel (Republicanos) decidiu colocar o pé no freio após ACM Neto anunciar publicamente que o ex-deputado Marcelo Guimarães Filho, do Podemos, será o seu primeiro suplente na disputa eleitoral.
Apesar do anúncio de Neto parecer definitivo, Coronel adotou um tom de cautela e afirmou que a decisão ainda não está tomada. O senador deixou claro que o nome de Marcelinho é um pleito do Podemos, mas reforçou que ele próprio possui outros planos para a composição de sua chapa.
A preferência de Angelo Coronel é levar para a suplência alguém que represente o municipalismo. O senador defende abertamente que a vaga seja ocupada por um nome indicado pela União dos Vereadores da Bahia (UVB-BA), valorizando as bases políticas do interior.
A confusão acontece porque ACM Neto afirmou que o acordo com o Podemos já estava selado, inclusive como parte da estratégia para atrair o partido para sua base de apoio. Segundo Neto, a filiação de Marcelo Guimarães Filho no último dia do prazo já visava garantir essa primeira suplência.
Coronel, por sua vez, diz que tem outros nomes em mente e que pretende dialogar para ver quem realmente aceita o convite. Ele sugeriu que, como são duas vagas de suplente, tentará encontrar uma forma de contemplar os aliados sem abrir mão de seus critérios.
A indicação de Marcelo Guimarães Filho também passa por um acerto com o deputado Marcelo Nilo, que desistiu de concorrer ao Senado após promessas da cúpula do grupo de que poderia indicar o suplente de Coronel. O impasse agora depende de uma nova rodada de conversas entre as lideranças.







