O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades em contratos realizados pela prefeitura de Correntina, no oeste da Bahia. O alvo principal das investigações é a gestão do ex-prefeito Nilson José Rodrigues, mais conhecido como Maguila, que governou a cidade entre 2017 e 2024.
A portaria, assinada pelo procurador Robert Rigobert Lucht, foca em uma dispensa de licitação específica ocorrida no ano de 2020. O MPF quer descobrir se houve o uso indevido dessa modalidade para contratar duas empresas e se o esquema se repetiu em outros contratos do município.
Além da falta de licitação, o órgão investiga se houve desvio de recursos públicos, superfaturamento ou o chamado "direcionamento", que é quando o contrato é feito para beneficiar empresas específicas. O caso começou a ser apurado pela Polícia Federal e agora ganha força no âmbito cível.
Para avançar nas provas, o procurador determinou que especialistas em pesquisas eletrônicas mapeiem as relações entre as pessoas e as empresas envolvidas. O objetivo é criar um diagrama que mostre como o dinheiro circulou e quem são os verdadeiros donos dos negócios sob suspeita.
Como o prazo inicial de apuração terminou e ainda restam muitas dúvidas, o MPF decidiu transformar o procedimento em um inquérito civil completo. Isso dá mais poder aos investigadores para colher depoimentos e acessar documentos sigilosos que podem comprovar o prejuízo aos cofres da cidade.
O processo agora segue sob a responsabilidade da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, setor especializado em combater a corrupção e proteger o patrimônio público. Até o momento, o ex-prefeito não detalhou sua defesa sobre este novo inquérito.







