Depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro se machucou durante o sono na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, no Distrito Federal, aliados começaram a discutir ativamente a possibilidade de ele cumprir uma eventual pena em regime de prisão domiciliar. As conversas, que acontecem nos bastidores, ganharam um novo impulso com o incidente.
Lideranças do Partido Liberal (PL), onde Bolsonaro é filiado, estão avaliando diversas frentes para conseguir esse objetivo. A ideia principal é encontrar uma solução, de preferência legislativa, que permita ao ex-chefe do Executivo ficar em sua própria casa, na capital federal, caso seja condenado em processos ligados à chamada “trama golpista”.
Anistia ainda é o foco, mas alternativas avançam
Embora o objetivo maior dos aliados continue sendo a aprovação de uma anistia completa para Jair Bolsonaro, há um reconhecimento de que essa não é uma tarefa simples. Interlocutores do partido indicam que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, não parece inclinado a pautar uma proposta de anistia para votação, o que faz os aliados buscarem outras estratégias.
Paralelamente à discussão sobre a prisão domiciliar e a anistia, outra frente de trabalho dos aliados é tentar derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria. Nesta última quinta-feira (8), Lula vetou integralmente a proposta que, segundo seus defensores, poderia diminuir consideravelmente o tempo de uma possível pena para Bolsonaro, estimando-o em cerca de dois anos.
A manobra para derrubar o veto presidencial é vista como uma alternativa concreta para reduzir os impactos de uma condenação, complementando as outras discussões. Todas essas ações mostram uma mobilização intensa dos aliados de Bolsonaro no Congresso Nacional e dentro do PL para enfrentar os desafios legais que o ex-presidente enfrenta.
As informações são do Metrópoles.







