A defesa de Daniel Vorcaro, que controla o Banco Master, comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele não tem qualquer ligação com a contratação de influenciadores digitais para atacar o Banco Central (BC). Os advogados entregaram uma petição ao ministro Dias Toffoli, responsável pelo caso, negando de forma categórica as acusações.
Defesa de Vorcaro Nega Envolvimento em Campanha Digital
No documento enviado à Justiça, os representantes de Daniel Vorcaro deixam claro que ele "nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news em face do Banco Central". Essa manifestação judicial é uma resposta direta a várias reportagens que trouxeram à tona a existência de contratos, chamados internamente de "projeto DV", uma referência ao próprio Daniel Vorcaro.
As notícias detalhavam supostos acordos que visavam a pagar altos valores para influenciadores, com o intuito de criar um movimento nas redes sociais que parecesse espontâneo, mas que, na verdade, atacaria a autoridade monetária do país. O principal objetivo seria levantar dúvidas sobre a forma como o Banco Central conduziu o processo de liquidação judicial do Banco Master.
Segundo o que foi divulgado nas reportagens, com base em documentos, conversas e comprovantes de pagamentos, alguns desses contratos chegavam a oferecer até R$ 2 milhões. Uma das cláusulas exigia sigilo total, justamente para manter a fachada de que a mobilização digital era uma ação orgânica, sem ligação com qualquer interessado.
Exemplos de valores propostos:
- Para um influenciador com mais de 1 milhão de seguidores, a proposta seria de R$ 2 milhões por três meses de trabalho, em troca de oito publicações mensais.
- Já um perfil com menos de 500 mil seguidores teria sido cotado em R$ 250 mil pelo mesmo período e número de postagens.
Pedido de Investigação Contra "Crimes Contra a Honra"
Além de negar as acusações, a defesa de Daniel Vorcaro também aproveitou a oportunidade para fazer um pedido ao STF: a abertura de um inquérito. O objetivo é investigar o que os advogados classificaram como "crimes contra a honra" relacionados a todo o episódio envolvendo o Banco Master. Isso sugere que a defesa busca reverter o foco das acusações, apontando para possíveis danos à reputação de seu cliente.
"A defesa de Daniel Vorcaro nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news em face do Banco Central", afirmaram os advogados na petição.
As informações que embasaram as reportagens foram inicialmente publicadas pelo jornal O Globo, dando mais peso às alegações que a defesa de Vorcaro agora contesta veementemente perante a mais alta corte do país.







