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Política

Alcolumbre analisa imagens para decidir sobre sigilo de Lulinha

Davi Alcolumbre irá revisar imagens de votação na CPMI do INSS sobre quebra de sigilo de Lulinha após acusações de manipulação por parlamentares governistas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
27 de fevereiro, 2026 · 11:09 2 min de leitura
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou nesta quinta-feira (26) que vai revisar as imagens da sessão da CPMI do INSS antes de tomar qualquer decisão sobre anular a votação que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Alcolumbre recebeu parlamentares que apoiam o governo na residência oficial e prometeu ouvir todos os lados da discussão.

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A polêmica começou quando parlamentares da base governista alegaram que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), teria manipulado a votação. Segundo eles, Viana não fez uma chamada nominal, optando por uma votação simbólica. Essa votação incluiu a quebra de sigilo de Lulinha junto com outros 86 requerimentos variados, como convocações e outros pedidos.

Governo acusa "golpe" e "manipulação"

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), foi uma das vozes mais fortes contra a decisão, acusando Carlos Viana de aplicar um "golpe" na votação. Ela defendeu a atuação da base aliada e confirmou que o governo vai recorrer da aprovação.

"Foi golpe do presidente da CPMI. Temos maioria. Tínhamos ganhado a votação anterior. Ele não contou os votos. Fez votação simbólica e tratou de anunciar o resultado. Vamos recorrer disso", afirmou a ministra em entrevista.

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Na mesma linha, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), classificou a votação como "manipulada" e "um absurdo", expressando sua indignação com a situação. Ele argumentou que a maioria era do governo, e o resultado anunciado não refletia a realidade.

"Um absurdo. Realmente foi-se às vias de fato porque as pessoas ficaram indignadas com a proclamação do presidente Carlos Viana sobre o resultado. Não há como negar que o número nosso era 14 e não 7, e quem ganha é a maioria", declarou Wagner.

Enquanto a decisão de Alcolumbre não sai, os deputados e senadores da base aliada afirmam que não vão judicializar a votação, aguardando o posicionamento do presidente do Senado.

Carlos Viana não pretende recuar

Do outro lado, o senador Carlos Viana, presidente da CPMI, declarou nesta quinta-feira que não pretende voltar atrás em sua decisão. Ele informou que já começou a encaminhar os requerimentos aprovados na reunião da CPMI para as autoridades competentes.

Viana também expressou frustração com a falta de resposta de Alcolumbre sobre a prorrogação dos trabalhos da comissão. Ele revelou que há cerca de um mês tenta uma reunião com o presidente do Senado para discutir a extensão do prazo da CPMI, que termina em 28 de março.

Na última quarta-feira (25), Viana enviou um ofício a Davi Alcolumbre solicitando uma manifestação sobre a prorrogação da comissão por mais 60 dias. Ele considera este documento a última tentativa de obter uma resposta do Senado. Caso Alcolumbre não responda ou decida não prorrogar a CPMI, Carlos Viana cogita recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), lembrando que já houve casos em que o STF exigiu a abertura de CPIs, considerando-as um instrumento legítimo da oposição.

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