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Política

Águas Claras: MP-BA apura transporte clandestino na rodoviária

Promotoria do Consumidor investiga denúncia da concessionária sobre falhas de segurança no terminal

Redação ChicoSabeTudo
22 de agosto, 2026 · 12:10 2 min de leitura
Fachada do Novo Terminal Rodoviário de Salvador, em Águas Claras
Fachada do Novo Terminal Rodoviário de Salvador, em Águas Claras

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu uma apuração para investigar denúncias de transporte clandestino e possíveis falhas de segurança no Terminal Rodoviário de Águas Claras, em Salvador. A 2ª Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital instaurou um Procedimento Preparatório de Inquérito Civil depois que a própria concessionária responsável pelo terminal acionou o órgão.

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Segundo o relato da concessionária, considerada gestora do maior hub de transporte multimodal do estado, veículos irregulares vêm circulando tanto dentro do terminal quanto nas imediações, o que colocaria em risco a segurança dos passageiros. A queixa foi o ponto de partida para a abertura do procedimento pelo MP-BA.

A investigação vai além da questão do transporte irregular. Os promotores também vão checar se a forma como o acesso é controlado, a fiscalização diária e os protocolos de segurança do terminal estão sendo cumpridos adequadamente pela administração do equipamento.

O procedimento nasceu a partir da separação de partes de um caso que já estava sob análise da 6ª Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial. A portaria de abertura foi assinada pela promotora de Justiça Fernanda Pataro de Queiroz, com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC), que garante ao cidadão proteção contra serviços nocivos ou perigosos.

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O Novo Terminal Rodoviário de Salvador, que substituiu a antiga rodoviária do Iguatemi, foi inaugurado em janeiro de 2026 e fica às margens da BR-324, no bairro de Águas Claras. O problema do transporte clandestino no entorno da unidade já vinha sendo alvo de ações da Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob), que realizou dezenas de abordagens na região nos primeiros meses de funcionamento do terminal.

Até a publicação desta reportagem, a concessionária não havia detalhado publicamente o conteúdo da denúncia que motivou a abertura do procedimento pelo MP-BA, nem a administração do terminal havia se manifestado sobre os próximos passos da apuração.

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