Em um evento movimentado no interior do estado, o pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), não poupou críticas aos governos do Partido dos Trabalhadores (PT) sobre como eles lidaram com as políticas públicas para o semiárido baiano. A declaração foi feita durante a 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, que aconteceu em Irecê, na Bahia, nesta quinta-feira (5).
Presidente da Fundação Índigo, que organiza o Fórum em parceria com o União Brasil, Neto lamentou que, mesmo com duas décadas de gestão petista no estado, não foram realizadas obras importantes para garantir água de forma segura para a população que mais precisa.
Fórum S.O.S Bahia busca soluções para a seca
O Fórum S.O.S Bahia tem como tema principal “Caminhos para Transformar a Realidade do Semiárido Baiano”. A iniciativa, promovida pela Fundação Índigo e o União Brasil, reúne líderes políticos, como Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará, e vários especialistas para discutir os impactos da seca na Bahia e buscar saídas para os problemas da região.
ACM Neto destacou a importância do semiárido, que ocupa cerca de 85% do território baiano e abriga a metade da população do estado. Apesar disso, segundo ele, a região continua sem receber os investimentos necessários para superar a crise hídrica.
“Mais uma vez, a gente mostra que o PT, que se diz defensor dos mais pobres, que se diz protetor das pessoas que mais precisam, vira as costas para algo que toca no coração das pessoas mais pobres da Bahia. Quando a gente olha, em 20 anos de governo do PT, não houve o início e a conclusão de uma grande obra para reforçar a segurança hídrica em todo o semiárido da Bahia. Não há, por exemplo, uma barragem que tenha sido começada e concluída pelo governo do PT no semiárido que eles possam mostrar”, afirmou Neto.<
Impactos da falta de água vão além do campo
A escassez de água, conforme apontou o político, não afeta apenas o consumo humano, mas também prejudica a produção agrícola e a criação de animais, gerando consequências negativas para toda a economia local. Ele alertou que os efeitos da seca não ficam restritos às áreas rurais, atingindo também as cidades.
“A gente olha a situação de diversos municípios: falta água para o abastecimento humano, falta água para garantir a produção animal, falta água para a produção de alimentos. O pequeno produtor foi esquecido. Não existe apoio técnico, não existe linha de crédito, não existe acesso à água. Isso acaba vitimando não só quem vive na zona rural, mas tem um efeito em cascata. Em algumas cidades, compromete a economia, o comércio gira menos, tem menos emprego e isso impacta diretamente na arrecadação das prefeituras”, explicou ACM Neto, ressaltando a urgência de soluções para a região.







