Três mulheres foram presas na sexta-feira (22) durante a Operação Asfixia, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia no bairro Cidade Nova, em Serrinha, município a cerca de 180 km de Feira de Santana. As suspeitas têm 24, 31 e 39 anos e são apontadas como integrantes de uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas e à lavagem do dinheiro gerado pelo crime.
Segundo informações divulgadas pela fonte da Polícia Civil, o resultado é fruto de investigações conduzidas pela Delegacia Territorial de Serrinha, com apoio da 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Serrinha), por meio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sisal) e do Núcleo de Inteligência.
A investigação identificou que o grupo tinha estrutura hierarquizada e com funções bem definidas, divididas entre liderança, braço de execução do tráfico, braço logístico e núcleo financeiro. O objetivo principal da operação é a asfixia da estrutura financeira e logística que sustenta o grupo criminoso — daí o nome da ação policial.
Um dos pontos mais relevantes da operação foi a identificação de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil da Bahia, o núcleo financeiro era composto por três pessoas que realizavam transferências bancárias via Pix de forma fracionada — estratégia usada para disfarçar a origem ilícita dos recursos e dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Durante as diligências, a Justiça também decretou o sequestro de um veículo avaliado em R$ 35 mil, adquirido com dinheiro proveniente do tráfico de drogas. A medida faz parte da estratégia de atingir o patrimônio acumulado pela organização.
A Operação Asfixia não se restringiu a Serrinha. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, três ordens judiciais foram cumpridas também nas cidades de Barreiras, Feira de Santana e Serrinha contra suspeitos apontados como líderes da organização criminosa.
O crescimento do papel feminino dentro de facções é um fenômeno registrado pelas forças de segurança em toda a Bahia. Para o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, esse aumento está diretamente ligado ao enfraquecimento das lideranças masculinas: "Com companheiros presos ou mortos, fora da rota do crime, essas mulheres acabam assumindo funções dentro das organizações criminosas."
As três detidas foram apresentadas na unidade policial e permanecem custodiadas à disposição do Poder Judiciário. Elas devem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações seguem em andamento.







