Um homem de 35 anos foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (22) no bairro Coroa do Meio, em Aracaju, durante uma operação policial conjunta que reuniu forças de Sergipe e São Paulo. A ação foi conduzida pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil sergipana, em parceria com a 4ª Delegacia Seccional de São Paulo, responsável pelas investigações que levaram à prisão.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, o suspeito estaria envolvido em um esquema de emissão fraudulenta de passagens aéreas e uso de cartões de crédito obtidos por meio de golpes. A residência onde ele morava, segundo os investigadores, funcionava como uma espécie de central telefônica montada para a aplicação das fraudes.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram um revólver calibre .38 sem registro legal. A posse ilegal da arma resultou na autuação em flagrante do investigado — independentemente das investigações sobre o esquema de estelionato que motivaram a operação.
Além da arma, foram apreendidos diversos aparelhos celulares no imóvel. O material, segundo as autoridades, deve ser analisado para subsidiar a continuidade das investigações conduzidas pela polícia paulista.
O Cope é a unidade de força operacional e de inteligência mais completa da Polícia Civil de Sergipe. Composta por delegados experientes, agentes e escrivães constantemente capacitados, a unidade é responsável pelas maiores operações policiais realizadas no estado. Nos últimos anos, o órgão tem atuado com frequência em ações integradas com outras polícias estaduais para combater crimes praticados além das fronteiras sergipanas.
O perfil do caso — uso de telefonia para aplicar golpes à distância, envolvendo passagens aéreas e dados de cartões de terceiros — segue um padrão que tem sido identificado pelas polícias civis do país. Em esquemas semelhantes investigados em outros estados, cada integrante do grupo costuma ter uma função definida: um adquire os dados e compra as passagens, outro faz a ponte com os compradores, e um terceiro produz os documentos e cartões falsos necessários para concluir o golpe.
Após os procedimentos de praxe, o preso foi encaminhado ao Cope, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. As investigações prosseguem sob coordenação da 4ª Delegacia Seccional paulista.







