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Polícia

Delegada revela por que traficantes desconfiaram de pernambucano executado em Alagoas: a tornozeleira

Segundo a delegada Rosimeire Vieira, os criminosos questionaram Wallace Vilas Lima sobre seu passado antes de invadir o imóvel e matá-lo diante de familiares; dois suspeitos foram presos na Operação Alcateia.

Redação ChicoSabeTudo
22 de maio, 2026 · 12:35 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A delegada Rosimeire Vieira, titular da Delegacia de Homicídios de Rio Largo (AL), revelou nesta sexta-feira (22) o que levou traficantes a executar o pernambucano Wallace Vilas Lima, de 24 anos, em plena tarde de abril. Segundo ela, o uso de tornozeleira eletrônica pela vítima foi o gatilho da desconfiança do grupo criminoso que dominava o Conjunto Jarbas Oiticica, bairro onde Wallace havia se mudado há apenas uma semana para morar com a companheira.

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Em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, a delegada detalhou a sequência dos eventos. Os criminosos abordaram Wallace, fizeram "uma série de questionamentos" e até registros fotográficos antes de agir. Depois disso, saíram do local — possivelmente para contato com algum superior — e voltaram com a decisão tomada.

"Eles ainda saíram do local, não sei se para manter contato com algum superior, e em seguida retornaram com a sentença de morte e executaram esse homem", declarou a delegada, segundo informações divulgadas pelo portal TNH1.

Os assassinos pularam o muro do imóvel, arrombaram a porta do quarto onde Wallace tentava se proteger e cometeram o crime na frente de familiares e vizinhos. O jovem, natural de Pernambuco, não teve chance de defesa. O homicídio aconteceu no dia 17 de abril de 2026.

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As investigações resultaram na Operação Alcateia, deflagrada nas primeiras horas desta sexta-feira pela Delegacia de Homicídios de Rio Largo. A ação foi comandada em conjunto pelas delegadas Rosimeire Vieira e Tacyane Ribeiro, coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e cumpriu oito ordens judiciais — quatro mandados de prisão e quatro de busca e apreensão.

Dois homens, de 22 e 26 anos, foram detidos. Ambos têm histórico criminal e são investigados por outros homicídios e pelo tráfico de drogas em Rio Largo. Em depoimento, os dois negaram participação na morte do pernambucano. A polícia, no entanto, afirma ter elementos técnicos que comprovam a presença deles no local do crime naquela tarde. Celulares e outros eletrônicos foram apreendidos e encaminhados para análise pericial.

Os detidos permanecem à disposição da Justiça e devem ser formalmente indiciados por homicídio qualificado. Outros dois envolvidos seguem foragidos, e as investigações continuam para localizá-los e prendê-los.

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