A Polícia Civil da Bahia realizou, na quarta-feira (8), a Operação Hexa, com apoio da Polícia Militar e do Departamento de Polícia Técnica (DPT), e prendeu três homens suspeitos de integrar uma quadrilha que atuava roubando turistas na orla da Barra, em Salvador. Os mandados de prisão foram cumpridos em delegacia após o trabalho de identificação dos investigados.
As investigações tiveram início depois que duas turistas foram assaltadas no dia 19 de junho, na região do Porto da Barra. Os criminosos levaram os celulares das vítimas. A partir desse caso, os policiais passaram a mapear o grupo responsável pelos crimes na área.
Segundo informações divulgadas pelo portal Informe Baiano, os três detidos possuem passagens anteriores pela polícia por crimes como roubo, furto, tráfico de drogas e associação criminosa. Com os mandados cumpridos, as forças de segurança continuam em campo na busca por outros integrantes da mesma quadrilha.
A orla da Barra é um dos pontos turísticos mais movimentados de Salvador e tem sido alvo frequente de ações policiais desse tipo em 2026. Em maio, a Operação Catena resultou na prisão de sete investigados por envolvimento em uma organização criminosa especializada em roubos patrimoniais na região da Barra. O grupo atuava principalmente no roubo de correntes de ouro, relógios esportivos e celulares, tendo como principais alvos turistas e pessoas que praticavam atividades físicas na orla.
Pouco depois, em junho, uma nova frente de investigação resultou na Operação Balaclava, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de um grupo investigado por roubos e furtos praticados em áreas turísticas da orla de Salvador. As apurações ganharam impulso após um casal de turistas alemães ser vítima de roubo à mão armada e tentativa de sequestro em Itapuã, e o grupo também era ligado a crimes semelhantes nos bairros Rio Vermelho e Barra.
O padrão identificado nas diferentes operações é semelhante: os investigados formariam associações criminosas com divisão de funções, onde parte do grupo abordava as vítimas e outros faziam a receptação. Os alvos preferenciais eram turistas e pessoas que praticavam atividades físicas na orla, escolhidos após observação prévia em pontos estratégicos, com troca de mensagens por aplicativos e definição antecipada de rotas de fuga.
A Polícia Civil não descartou que outros integrantes do grupo preso na Operação Hexa ainda estejam em liberdade. As diligências seguem em andamento. O portal ChicoSabeTudo acompanha o caso e trará atualizações assim que novas informações forem divulgadas pelas autoridades.







