Um homem foi preso em flagrante na noite desta terça-feira, 19, após atirar na companheira e levá-la para atendimento no Hospital Municipal João Batista Assis, em Gandu, no sul da Bahia. O caso se transformou em cena de tensão dentro da própria unidade de saúde quando o suspeito tentou escapar ao receber voz de prisão.
Segundo a Polícia Militar, equipes da 60ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foram acionadas pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom) para verificar relatos de disparos de arma de fogo no bairro Renovação I. Durante o deslocamento, os policiais receberam a informação de que duas pessoas haviam dado entrada no hospital.
No local, o casal inicialmente relatou que dois homens teriam ameaçado a residência deles e efetuado os disparos. Os policiais foram até o imóvel e encontraram marcas de tiros disparados de dentro para fora da casa, além de cápsulas de calibre .32 — o que contradisse a versão apresentada. Ao ser questionado novamente, o suspeito confessou ter atirado com uma pistola e disse ter descartado a arma em um rio nos fundos da residência.
O episódio aconteceu por volta das 20h30, conforme informações da Prefeitura de Gandu. A mulher foi levada à emergência pelo próprio suspeito. Durante os primeiros procedimentos médicos, policiais militares e civis o identificaram como autor de uma tentativa de feminicídio.
Após receber voz de prisão, o suspeito tentou fugir da unidade de saúde e resistiu à abordagem. Segundo a Polícia Militar, foi necessário o uso de força e algemas para contê-lo. Durante a ação, disparos de advertência foram efetuados para o alto, na área externa do hospital, provocando correria e agitação entre pacientes, acompanhantes e funcionários. De acordo com a Prefeitura, ninguém ficou ferido durante a ocorrência.
Contido, o homem foi autuado em flagrante por tentativa de feminicídio e encaminhado à Delegacia Territorial de Gandu, onde permanece à disposição da Justiça. Após receber atendimento e receber alta, a vítima compareceu à unidade policial acompanhada de familiares para prestar depoimento, conforme informou a Polícia Militar.
O Hospital Municipal João Batista Assis segue funcionando normalmente e teve a segurança reforçada após o episódio. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.







