Um robô humanoide chamado Arcanjo está sendo desenvolvido para apoiar policiais em operações consideradas de risco no Brasil. O projeto é da empresa IPQ Tecnologia e ganhou visibilidade recente após participar de eventos de segurança pública, incluindo uma apresentação em Salvador.
A ideia é que o equipamento seja usado em situações onde a presença de um policial pode representar maior perigo, como ocorrências com suspeita de pessoas armadas. Segundo a IPQ, o robô consegue reconhecer rostos, identificar objetos e ajudar no monitoramento de áreas de risco.
Entre as funções apresentadas pela empresa estão reconhecimento facial, identificação de armas a partir de análise de imagens, leitura de placas de veículos, monitoramento de perímetros, patrulhamento, rondas e vigilância em unidades prisionais. A tecnologia também pode ser aplicada em inspeções industriais e na identificação de situações de risco fora do contexto policial.
O desenvolvimento do Arcanjo começou há cerca de um ano e já recebeu investimento em torno de R$ 1 milhão. A base física do robô vem da China, enquanto a IPQ é responsável por adaptar e desenvolver os sistemas de inteligência artificial usados nele.
A plataforma utilizada é o modelo T800, fabricado pela empresa chinesa EngineAI. O equipamento mede 1,73 metro, pesa entre 75 e 85 quilos e tem autonomia de quatro a cinco horas de uso. Algumas versões do T800 contam com visão estereoscópica, sensor LiDAR e processamento próprio dedicado a inteligência artificial.
A fabricante do T800 já divulgou demonstrações do robô correndo e praticando artes marciais. Apesar disso, segundo a IPQ, o Arcanjo não está sendo desenvolvido para enfrentamento físico com suspeitos.
Em Salvador, o robô participou da Corrida das Forças, evento em que fez demonstrações de reconhecimento facial e leitura de placas integradas a sistemas da Secretaria da Segurança Pública da Bahia.
O projeto ainda está em fase de testes e ajustes. Segundo a IPQ, sensores e recursos de inteligência artificial continuam sendo aperfeiçoados antes de uma possível ampliação do uso comercial e operacional do robô.







