Um funcionário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi afastado cautelarmente por determinação da Justiça, em ação cumprida pela Polícia Federal na terça-feira (1º de setembro). A medida faz parte da Operação Colina e mira um esquema que teria fraudado benefícios previdenciários no estado.
De acordo com as apurações, o profissional teria recebido valores em troca de mexer indevidamente em plataformas do órgão. Essas mudanças diziam respeito ao reagendamento de avaliações médicas e serviriam para prolongar, sem base legal, o pagamento de benefícios que já deveriam ter sido encerrados.
O caso veio à tona depois que agentes notaram inconsistências na forma como as perícias estavam sendo remarcadas dentro do sistema. Com o avanço das diligências, os investigadores concluíram que o funcionário usava ferramentas internas do próprio INSS para viabilizar as alterações.
Por ordem judicial, o suspeito ficou proibido de entrar nos bancos de dados e plataformas do instituto a partir de agora. Ele também está proibido de usar login funcional e de circular pelos prédios administrativos do órgão.
Quem assinou a determinação foi a 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia. As investigações apontam que o servidor é suspeito de cometer os crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva e associação criminosa.
Até o momento, a corporação não divulgou quanto o suspeito teria recebido nem quantos benefícios foram afetados pelo esquema.







