Um servidor do INSS foi afastado do cargo nesta terça-feira (1º), na Bahia. Ele é apontado como suspeito de cobrar valores para modificar informações no sistema interno do órgão, o que permitia a manutenção indevida de benefícios previdenciários.
Segundo a Polícia Federal, o investigado é técnico do Seguro Social e teria integrado um grupo que reagendava perícias médicas de maneira irregular. A ação faz parte de uma nova etapa da Operação Colina, iniciada em 19 de maio para apurar fraudes contra o INSS.
As apurações indicam que o servidor se aproveitava do próprio cargo para modificar dados nos sistemas do instituto, obtendo em troca quantias em dinheiro. Segundo os investigadores, já foi possível identificar o fluxo dos pagamentos relacionados ao esquema.
A 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia autorizou uma série de restrições contra o investigado. Fica proibido de entrar em sistemas e bancos de dados corporativos do INSS, bem como de usar login funcional ou circular pelas unidades administrativas do órgão.
Essas medidas buscam evitar que ele continue se valendo do cargo e dos acessos que possuía para dar seguimento às práticas sob suspeita.
O caso é investigado como possível inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva e associação criminosa. A Polícia Federal informou que o trabalho continua para apontar se há outras pessoas ligadas ao esquema e qual o tamanho real do prejuízo causado.







