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Polícia

Policial penal teria enviado flores para Flávia após episódio de violência anterior, diz família

Caso Flávia Barros: família cita disparos em chácara e histórico de conflitos com suspeito antes do crime em Aracaju.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
27 de março, 2026 · 12:23 2 min de leitura
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

A relação entre a empresária Flávia Barros, de 38 anos, e o policial penal Tiago Sóstenes tinha um histórico de conflitos antes do episódio que resultou na morte da mulher. De acordo com informações divulgadas por Mariana Sena, apresentadora do programa Cidade Alerta Sergipe, familiares da vítima relataram episódios anteriores de violência por parte do suspeito. Em conversa com a apresentadora, a irmã da empresária informou que, cerca de duas semanas antes da ocorrência no hotel, Tiago teria efetuado disparos de arma de fogo para o alto em uma chácara e, posteriormente, enviado flores e cartões como forma de pedido de desculpas.

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O suspeito, identificado como Tiago Sóstenes Miranda de Matos, atuava como diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, no norte da Bahia. Segundo dados veiculados pela TV Bahia, ele é casado com outra mulher, pai de três filhos e mantinha sua família residindo em um estado diferente. A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) confirmou que a arma de fogo utilizada no episódio pertencia à instituição. Logo após o caso vir à tona, Tiago foi exonerado do cargo de direção da unidade prisional.

A vítima e o policial residiam em Paulo Afonso e haviam viajado para a capital sergipana para comparecer a um show na noite de sábado, 21 de março. Amigas de Flávia afirmam que os dois começaram a sair em novembro de 2025. No entanto, a oficialização do relacionamento ocorreu apenas uma semana antes da viagem, no dia 15 de março, data em que a empresária comemorava seu aniversário.

A ocorrência no hotel, situado na região de Atalaia, em Aracaju, foi registrada pelas autoridades por volta das 5h20, motivada por denúncias de disparos de arma de fogo no local. Ao chegarem ao estabelecimento, os policiais encontraram a porta do quarto arrombada e localizaram o casal sobre a cama, ambos com ferimentos. Após a morte da empresária, o policial utilizou a própria arma funcional para tentar contra a própria vida. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgências de Sergipe, onde foi submetido a um procedimento cirúrgico no domingo. Com o quadro de saúde estabilizado, Tiago recebeu alta médica, passou por exames periciais e foi transferido para um presídio militar, onde permanece sob custódia.

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