A Polícia Federal prendeu um homem acusado de explorar sexualmente pelo menos 12 crianças e adolescentes na internet. A ação, batizada de Operação Rapina, aconteceu nas cidades de Ibipitanga e Barreiras, no interior da Bahia, onde também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
De acordo com as investigações, o suspeito criava perfis falsos nas redes sociais para enganar as vítimas. Ele chegava a se passar por outras crianças, inclusive do sexo feminino, para ganhar confiança e conseguir imagens íntimas dos menores.
O crime se tornava ainda mais grave após o primeiro contato. O investigado usava as fotos recebidas para chantagear os jovens, afirmando que espalharia o conteúdo para familiares e amigos caso não recebesse novos vídeos ou fotografias de nudez.
Em alguns casos, as ameaças foram cumpridas e o material acabou divulgado na rede. A PF informou que o homem utilizava diversos números de telefone e contas digitais diferentes para tentar se esconder e não ser rastreado pelas autoridades.
O histórico do preso revela uma ficha extensa de crimes contra a dignidade sexual. Ele já possui uma condenação de 11 anos por estupro e outra de 3 anos por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça do Amazonas e do Tocantins. Agora, o acusado deve responder por estupro de vulnerável, produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, além de aliciamento.
A operação continua com a análise de dispositivos eletrônicos apreendidos. O objetivo da Polícia Federal agora é identificar se existem outras vítimas e descobrir se há mais pessoas envolvidas no esquema criminoso.







