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Polícia abre inquérito após bebê de 10 meses morrer com suspeita de estupro em UPA de Salvador

Criança deu entrada na unidade de saúde do bairro Santo Inácio na tarde de sábado (6) e não resistiu; DERCCA conduz investigação e responsáveis foram encaminhados à Polícia Civil.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
07 de junho, 2026 · 18:42 2 min de leitura
Fachada de Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Salvador, Bahia
Fachada de Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Salvador, Bahia

Um bebê de 10 meses morreu na tarde do último sábado (7) em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro de Santo Inácio, em Salvador. A criança deu entrada na unidade já com sinais de abuso sexual e o quadro clínico evoluiu rapidamente para o óbito.

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A Polícia Militar foi acionada pelos profissionais de saúde logo após a admissão da vítima. Segundo informações da PM, os responsáveis pelo bebê foram identificados no local e encaminhados à Polícia Civil para que as medidas legais fossem adotadas.

A Polícia Civil instaurou um inquérito, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DERCCA), para investigar a denúncia de estupro de vulnerável.

A Polícia Civil está ouvindo testemunhas e realizando diligências para elucidar o caso. O corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, no bairro dos Barris, em Salvador, onde passará por exames periciais para determinar a causa da morte. Até o momento, os laudos técnicos não foram divulgados.

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A DERCCA é a delegacia especializada responsável por apurar crimes graves contra crianças e adolescentes na capital baiana. A delegacia conduz casos graves envolvendo menores em Salvador e já acumula prisões recentes por crimes sexuais contra crianças e adolescentes na capital baiana.

Em nota, a Polícia Civil informou que "mais informações não serão divulgadas neste momento, a fim de evitar prejuízos ao trabalho da Polícia Judiciária e em respeito à vítima, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)".

O caso choca pelo grau de vulnerabilidade da vítima e se insere em um cenário preocupante. O crime ocorre em um contexto de crescimento alarmante de registros de violência sexual contra menores no Brasil. De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em uma década a quantidade de notificações de violência sexual mais que dobrou, passando de 23.407 em 2016 para 59.887 em 2025.

As investigações seguem em andamento. Quem tiver informações que possam auxiliar na apuração do caso pode acionar a DERCCA ou ligar para o Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes.

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