A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (22) a Operação No Fake e desarticulou uma organização criminosa especializada em fabricar, distribuir e vender dinheiro falso em todo o país. Foram cumpridos dez mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão, totalizando 24 medidas judiciais determinadas pela Justiça Federal.
O principal núcleo do grupo funcionava em João Pessoa (PB), de onde partia parte da estrutura responsável por abastecer o esquema em diversos estados do país. De acordo com o delegado Alberto Moura Lima Júnior, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, a organização criminosa "já estava instalada e segmentada aqui na capital paraibana desde o ano de 2022".
O laboratório clandestino instalado em João Pessoa tinha capacidade para produzir até R$ 1 milhão em moeda falsa por mês, segundo revelam as investigações. O esquema cobria toda a cadeia criminosa, da compra dos insumos até a entrega final das cédulas adulteradas.
As ordens judiciais foram executadas em João Pessoa e Mogeiro, na Paraíba; Paulista, Abreu e Lima, Caruaru e Igarassu, em Pernambuco; além de Lages, em Santa Catarina. As prisões se espalharam pelas três unidades da federação ao longo da manhã.
Os investigados utilizavam redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas digitais e serviços de envio postal para divulgação e comercialização dos valores falsificados. A estrutura digital permitia ao grupo alcançar compradores em qualquer parte do Brasil sem exposição direta.
Além do crime de moeda falsa, os investigados poderão responder por organização criminosa, receptação qualificada, adulteração de veículos automotores, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais. A investigação também identificou possíveis conexões do grupo com a comercialização de veículos roubados e clonados, negociação de entorpecentes e circulação de armas de fogo.
As investigações prosseguem para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo em outros estados. A PF não divulgou, até o momento, os nomes dos presos nem informações sobre o volume total de cédulas falsas apreendidas na operação.







