Última hora
37391
Polícia

PF lança operação e desmonta grupo suspeito de invadir mais de 140 contas digitais da Caixa

Ação batizada de Obadias 3:4 cumpriu cinco mandados de busca em Sergipe e no Tocantins; prejuízo aos correntistas passa de R$ 492 mil e Justiça bloqueou mais de R$ 255 mil dos investigados.

Redação ChicoSabeTudo
19 de junho, 2026 · 13:54 2 min de leitura
Policiais federais durante operação de busca e apreensão
Policiais federais durante operação de busca e apreensão

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (19) a Operação Obadias 3:4, voltada a desmantelar um grupo criminoso suspeito de invadir contas digitais da Caixa Econômica Federal e desviar recursos de correntistas em pelo menos dois estados brasileiros.

Publicidade

Vinte policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em municípios de Sergipe e no Tocantins como parte da operação. As diligências ocorreram nas cidades de Carira e Itabaiana, em Sergipe, além de Araguaína, no Tocantins.

Segundo a investigação, pelo menos 142 contas digitais teriam sido invadidas, causando prejuízo superior a R$ 492 mil. Do montante desviado, cerca de R$ 240 mil teriam sido direcionados a Sergipe por meio de contas bancárias abertas em nome de terceiros, com uso de documentos falsos para ocultar a origem ilícita dos valores.

A operação foi batizada de Obadias 3:4 em referência à ideia de que, mesmo ocultos ou aparentemente inalcançáveis, os investigados acabam sendo alcançados pela Justiça.

Publicidade

O chefe da Delegacia de Combate a Crimes Cibernéticos da PF em Sergipe, Clairton Martins Santos Júnior, informou que o esquema foi identificado a partir do cruzamento de dados de fraudes bancárias. Segundo ele, a PF é acionada com frequência pela Caixa para apurar crimes desse tipo e utiliza sistemas próprios para mapear conexões entre as ocorrências.

Além das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 255.575,09 em ativos financeiros vinculados aos investigados. O valor bloqueado representa parte do montante que teria passado por contas de laranjas abertas com documentação fraudulenta.

Os fatos investigados podem caracterizar os crimes de furto mediante fraude, associação criminosa, uso de documento falso, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

O caso se insere em um padrão recorrente de ataques a contas digitais de clientes da Caixa registrado em todo o Brasil. Investigações em outros estados revelaram que grupos criminosos atuam por meio da obtenção ilícita de dados sigilosos de correntistas e da falsificação de documentos, o que viabiliza o acesso indevido às contas das vítimas e a realização de saques fraudulentos. As investigações da Operação Obadias 3:4 continuam em andamento.

Leia também