Um homem de 38 anos foi preso na manhã desta sexta-feira (19) em Barra, no interior da Bahia, suspeito de liderar um esquema de fraudes eletrônicas que já teria enganado mais de 20 pessoas em diferentes estados do país. A ação faz parte da Operação Know-How, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
A operação foi coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural) e cumpriu um mandado de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão no município de Barra. Segundo as investigações, as vítimas eram atraídas por anúncios publicados no Facebook Marketplace oferecendo serviços de instalação de forro em PVC.
Após negociações realizadas por aplicativos de mensagens, os suspeitos exigiam o pagamento antecipado via Pix. Assim que o dinheiro era transferido, interrompiam o contato e desapareciam sem executar qualquer serviço.
Para conferir maior credibilidade às negociações e atrair um número maior de vítimas, os investigados utilizavam conhecimento técnico na área de instalação de forros e publicavam anúncios com aparência profissional, o que contribuía para enganar os consumidores.
A investigação começou após a denúncia de um morador do Distrito Federal e, com o avanço das apurações, identificou ao menos 20 vítimas em diferentes estados. A polícia acredita que o número real de lesados pode ser ainda maior, e orienta que qualquer pessoa que tenha sido enganada em situação semelhante faça denúncia pelo número 197.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos celulares, documentos, comprovantes bancários e outros materiais relevantes para o aprofundamento das investigações.
As apurações apontaram que o esquema tinha alcance interestadual e já havia feito diversas vítimas em diferentes regiões do país. A operação contou com o apoio da Polícia Civil da Bahia para a localização e abordagem dos suspeitos em Barra.
O caso é mais um exemplo do crescimento do estelionato digital no Brasil. Só em 2022, o país registrou mais de 200 mil casos de estelionato eletrônico — e especialistas alertam que o número real é ainda maior, já que muitos estados não fornecem dados completos. O uso do Pix facilita tanto a transação para as vítimas quanto a fuga dos golpistas, já que o pagamento instantâneo é praticamente irrevogável: uma vez realizado, não pode ser desfeito.
A recomendação da polícia é desconfiar de prestadores de serviços desconhecidos encontrados em plataformas digitais, especialmente quando há exigência de pagamento antecipado via Pix. Antes de contratar qualquer serviço pela internet, vale pesquisar o histórico do anunciante, pedir referências e jamais transferir valores antes de confirmar a idoneidade de quem está do outro lado.







