A Polícia Civil de Alagoas divulgou nesta sexta-feira (19) novos detalhes sobre o feminicídio de Silvania Maria da Silva, encontrada morta na tarde de quinta-feira (18) dentro de sua própria residência, no bairro Massaranduba, em Arapiraca. O caso é investigado pelo delegado Douglas Rocha, da Unidade de Atendimento ao Local de Crime (UALC 3).
O principal suspeito do crime é o ex-marido da vítima, um homem de 41 anos conhecido como Ednaldo. O casal mantinha um relacionamento há mais de 20 anos e estava separado há cerca de 90 dias.
Após a separação, em março deste ano, o homem foi trabalhar em São Paulo. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, ele retornou recentemente a Arapiraca com a intenção de reatar o relacionamento. O suspeito tentava reatar o vínculo com Silvania, mas não aceitava o fim da relação. A vítima, por sua vez, não demonstrou qualquer interesse em uma reconciliação e chegou a bloqueá-lo nas redes sociais.
Na tarde de quinta-feira, o suspeito foi até a casa da vítima. As investigações apontam que Silvania foi atacada dentro da residência. Conforme o delegado, ela teria sido atingida na cabeça com um pedaço de madeira e, em seguida, enforcada pelo ex-companheiro.
A polícia aponta ainda que o suspeito tinha a intenção de tirar a própria vida após o crime. Segundo o delegado Douglas Rocha, os levantamentos indicam que ele pretendia se enforcar ao lado da vítima, mas não conseguiu concluir o plano. Após o assassinato, ele teria levado o corpo para um dos quartos, coberto Silvania com uma manta e deixado o imóvel.
O ex-marido confessou o crime em uma mensagem de voz enviada a um amigo, mas seu paradeiro é desconhecido. Imagens de câmeras de segurança estão sendo recolhidas e analisadas para reconstituir a rota de fuga. Equipes policiais realizam buscas para localizar o suspeito, que segue foragido.
O contexto do crime se encaixa num cenário preocupante para o estado. Alagoas registrou oito casos de feminicídio nos três primeiros meses de 2026, de acordo com dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Sinesp), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em comparação com o mesmo período de 2025, houve aumento nos registros: no ano anterior, foram contabilizados seis casos entre janeiro e março.
Quem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito pode acionar o Disque Denúncia de forma anônima, pelo telefone 181.







