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Polícia

Pai de Uldurico Júnior rompe silêncio: "Se meu filho tiver culpa, vou aceitar a Justiça"

Em entrevista emocionada, ex-deputado Uldurico Alves afirma que chora, mas segue "de pé e firme", enquanto filho permanece preso no Conjunto Penal Masculino de Salvador.

Redação ChicoSabeTudo
09 de junho, 2026 · 19:11 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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O ex-deputado federal e médico Uldurico Alves Pinto veio a público pela primeira vez falar sobre a prisão do filho, o também ex-parlamentar Uldurico Júnior, detido desde 16 de abril durante a Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia. Em entrevista ao programa Podinquest, ele disse que a situação da família tem sido muito difícil, mas que vai respeitar o que a Justiça decidir.

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"Olha, com toda franqueza, eu choro, mas estou em pé. Choro em pé de forma firme e com certo rigor, com certo princípio. Se meu filho, Uldurico Júnior, tiver relação com tudo isso, eu vou aceitar a Justiça", declarou o pai, em tom emocionado.

Sobre o estado atual do filho, Uldurico Alves informou que o ex-parlamentar segue preso no Conjunto Penal Masculino em Salvador e descreveu o sofrimento do filho dentro da unidade: "Todo mundo perguntando como é que está a situação dele. Está muito difícil. Ele sofre profundamente. É como se fosse uma suprema humilhação."

Uldurico Júnior foi preso no dia 16 de abril durante a Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público do Estado (MP-BA), que apura o envolvimento do ex-parlamentar na fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, na Costa do Descobrimento, em dezembro de 2024. O ex-deputado é suspeito de ter negociado cerca de R$ 2 milhões com uma organização criminosa para facilitar a fuga dos presos.

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As investigações apontam uma relação direta entre o ex-deputado e a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, exonerada do cargo e presa sob suspeita de facilitar a fuga dos detentos. Segundo o MP-BA, ela teria atuado como peça-chave no esquema, intermediando contatos entre Uldurico e membros da facção criminosa.

O nome de Uldurico Alves Pinto também surgiu na delação que detalha o suposto esquema. As informações fazem parte das investigações conduzidas pelo MP-BA, Polícia Federal e GAECO. De acordo com os elementos apurados, Uldurico Alves teria recebido R$ 200 mil em espécie dentro de uma caixa de sapato, ficado com R$ 150 mil e repassado o restante para contas ligadas ao filho.

No mesmo dia em que o pagamento teria ocorrido, o Ministério Público encontrou mensagens nos celulares apreendidos entre Joneuma e o ex-deputado federal Uldurico Alves Pinto, que se identificava como "Uldurico pai". Uldurico Alves nega envolvimento e afirma confiar na apuração das autoridades.

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Dois dias após a prisão do filho, Uldurico Alves Pinto formalizou uma denúncia ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e a outras autoridades estaduais, solicitando medidas urgentes para garantir a integridade física do ex-deputado, que estaria alocado em uma cela comum. Segundo o médico, o filho possui um quadro de saúde que demanda acompanhamento, inclusive na área de saúde mental, e a permanência em ambiente de superlotação prisional o exporia a riscos de violência e agravamento das condições físicas e psicológicas.

Além do mandado de prisão contra Uldurico Júnior, também foram cumpridas ordens de busca e apreensão em diversas cidades baianas: Salvador, Camaçari, Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro. Um ex-vereador de Eunápolis e um advogado também são alvos das medidas.

O caso segue sob investigação do Ministério Público da Bahia. A defesa de Uldurico Júnior manifestou surpresa com a prisão, negou qualquer irregularidade e afirmou que o ex-deputado está à disposição das autoridades para provar sua inocência.

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