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Polícia

Ortopedista acusado de importunação sexual em consulta em Salvador deixa a prisão com medidas cautelares

Alexandre El-Sarli, de 49 anos, havia sido preso em flagrante na Unidade de Emergência de Pirajá após denúncia de uma paciente de 18 anos; Cremeb instaurou sindicância para investigar o médico.

Redação ChicoSabeTudo
10 de julho, 2026 · 12:35 2 min de leitura
Unidade de Emergência de Pirajá, em Salvador, onde médico foi preso por importunação sexual
Unidade de Emergência de Pirajá, em Salvador, onde médico foi preso por importunação sexual

O ortopedista e traumatologista Alexandre El-Sarli, de 49 anos, preso em flagrante na última terça-feira (7) por suspeita de importunação sexual contra uma paciente em Salvador, foi colocado em liberdade provisória pela Justiça da Bahia. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (9), pela 3ª Vara das Garantias de Salvador.

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Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o médico responderá ao processo em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares alternativas à prisão. As restrições impostas não foram detalhadas publicamente.

A prisão ocorreu durante um plantão na Unidade de Emergência de Pirajá, bairro de Salvador, após uma jovem de 18 anos acionar a Polícia Militar e relatar ter sofrido investidas de cunho sexual durante o atendimento. Ela havia retornado à unidade para acompanhamento de uma fratura em um dos dedos da mão e foi atendida pelo mesmo médico de consultas anteriores.

De acordo com o relato da paciente à polícia, o ortopedista teria trancado a porta do consultório, pedido que ela tirasse parte da roupa sob a justificativa de investigar uma possível escoliose, e praticado atos de cunho sexual contra ela sem consentimento. Após deixar o consultório, a jovem procurou imediatamente os policiais militares que estavam na região. El-Sarli foi encaminhado à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), onde foi autuado em flagrante.

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Em depoimento à polícia, o médico negou as acusações. Segundo a delegada responsável pelo caso, ele afirmou ter realizado um procedimento de rotina e disse ter ficado surpreso com a reação da paciente. A investigação segue em andamento pela Polícia Civil.

Segundo apuração do portal A Tarde, a delegada Débora Chabi, responsável pelo caso, confirmou que El-Sarli já havia sido alvo de outra denúncia pelo mesmo crime em 2021, feita por uma paciente diferente. No entanto, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou, à época, não ter registros de denúncias contra o profissional em seus arquivos.

Com a repercussão do caso, o Cremeb informou que tomou conhecimento do episódio após a divulgação pela imprensa e instaurou sindicância para apurar a conduta do médico. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) também se manifestou, afirmando que acompanha o caso, colaborará com as autoridades e que a direção da Unidade de Emergência de Pirajá adotará as providências administrativas cabíveis.

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A importunação sexual é crime previsto no artigo 215-A do Código Penal brasileiro, com pena de reclusão de 1 a 5 anos. Casos envolvendo profissionais de saúde têm gerado debate no Congresso Nacional: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado já aprovou projeto que eleva em 50% a pena para crimes contra a dignidade sexual praticados por médicos durante o atendimento, mas o texto ainda aguarda votação na Câmara dos Deputados.

O Código de Ética Médica proíbe expressamente qualquer prática sexual com pacientes, com possibilidade de cassação do registro profissional pelo Conselho Regional de Medicina. O caso de El-Sarli segue sob acompanhamento tanto da Justiça quanto dos órgãos de fiscalização da categoria.

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