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Operação Âmbitus: PF desmonta esquema que vendia antecipação de fiscalizações na Amazônia — Alagoas entre os alvos

Policial federal é suspeito de repassar dados sigilosos a garimpeiros ilegais mediante pagamento; Justiça bloqueou R$ 22 milhões do grupo criminoso.

Redação ChicoSabeTudo
12 de junho, 2026 · 06:36 2 min de leitura
Agentes da Polícia Federal durante cumprimento de mandados na Operação Âmbitus
Agentes da Polícia Federal durante cumprimento de mandados na Operação Âmbitus

A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (11) a Operação Âmbitus, ação voltada a desarticular uma organização criminosa suspeita de comprar informações sigilosas sobre fiscalizações ambientais na Amazônia. A investigação mira um suposto esquema de corrupção, vazamento de informações sigilosas e lavagem de dinheiro ligado ao garimpo ilegal na Amazônia.

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Na ação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos estados de Rondônia, Goiás e Alagoas, além de um mandado de prisão preventiva. A Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores no montante de R$ 22 milhões. A medida tem como objetivo descapitalizar o grupo e interromper o fluxo financeiro das atividades ilícitas.

As investigações tiveram origem em elementos obtidos durante operações de combate ao garimpo ilegal e apontam que integrantes da organização criminosa teriam recebido antecipadamente informações sobre ações policiais e fiscalizatórias, permitindo a adoção de medidas para dificultar a atuação do poder público e assegurar a continuidade das atividades ilícitas.

O ponto central do esquema era a corrupção dentro da própria PF. Entre os investigados está um servidor público federal, ocupante do cargo de policial federal, suspeito de repassar informações sigilosas em benefício da organização criminosa. Com os dados em mãos, os garimpeiros conseguiam retirar maquinários antes das incursões e manter operações clandestinas ativas na floresta.

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A PF não informou, no material divulgado, a identidade dos investigados. As investigações seguem em andamento e a corporação trabalha para ampliar o mapeamento dos envolvidos.

O esquema ia além do simples vazamento de dados. Além do suposto esquema de corrupção, a PF investiga possíveis práticas de lavagem de dinheiro. Há indícios de que empresas e outras estruturas empresariais estariam sendo utilizadas para movimentar, ocultar e dar aparência de legalidade a recursos provenientes das atividades ilícitas investigadas.

Segundo a PF, os investigados poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos, com o objetivo de esclarecer a extensão do esquema e sua atuação na região amazônica.

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