Um motorista de 40 anos acabou preso em flagrante na noite de domingo (26) depois de provocar uma colisão lateral na rodovia SE-065, no povoado Umbaúba, em São Cristóvão, no estado de Sergipe. O caso foi atendido pelo Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv).
Segundo informações divulgadas pelo BPRv, o condutor seguia no sentido São Cristóvão/Aracaju quando colidiu com outro veículo que trafegava no sentido contrário. No carro atingido estavam o motorista e uma passageira. Apesar do impacto, ninguém ficou ferido.
Durante o atendimento da ocorrência, os policiais submeteram os dois condutores ao teste do bafômetro. O responsável pelo acidente apresentou índice de 0,97 mg/L de álcool por litro de ar alveolar expirado — valor que configura crime de trânsito conforme o Código de Trânsito Brasileiro. O outro motorista testou negativo.
Para se ter uma ideia da gravidade, o bafômetro já enquadra o motorista em crime de trânsito a partir de 0,34 mg/L de álcool por litro de ar expirado. O índice registrado na SE-065 é quase três vezes esse limite mínimo.
O artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro prevê como pena para o crime de embriaguez ao volante detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter a habilitação para dirigir. Além da possível pena criminal, o motorista também fica sujeito a multa de R$ 2.934,70 e suspensão da CNH por 12 meses.
O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia. Os dois veículos foram liberados no local por estarem com a documentação regular, segundo informações do BPRv.
A SE-065, conhecida como rodovia João Bebe Água, é palco recorrente de ocorrências envolvendo embriaguez ao volante no município de São Cristóvão. Só no trecho da SE-065 em São Cristóvão, dois acidentes foram registrados em menos de 24 horas num único fim de semana, incluindo uma colisão frontal entre motocicleta e carroça.
O caso reforça o alerta das autoridades sobre o risco de dirigir alcoolizado, especialmente em rodovias estaduais no fim de semana, quando o fluxo de veículos é maior e a fiscalização precisa ser intensificada.







